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Jakob Wassermann (1873-1934) foi um romancista e contista judeu alemão, considerado um dos maiores escritores da literatura alemã do século xx. Nascido em Fürth, cidade industrial próxima de Nuremberg, filho de um modesto comerciante judeu, abandonou cedo a vida comercial imposta pelos pais para se tornar escritor. Em Munique, travou amizade com Thomas Mann, Rainer Maria Rilke e Hugo von Hofmannsthal, e publicou suas primeiras obras: Melusine (1896), Os judeus de Zirndorf (1897) e A história da jovem Renate Fuchs (1900), O Moloc (1902) e Alexandre em Babilônia (1904). Sua prosa psicológica e seu estilo narrativo realístico, fortemente influenciados por Dostoiévski, alçaram-no ao posto de um dos escritores mais lidos e traduzidos dos anos 1920-30. Além de a Ilusão do mundo (1919), destacam-se, entre as suas publicações, obras como Kaspar Hauser (1908), O espelho de ouro (1911), O homem dos gansos (1915), a autobiografia Meu caminho como alemão e judeu (1921), e, por fim, sua obra-prima: a trilogia composta por O processo Maurizius (1928), Etzel Andergast (1931) e A terceira existência de Joseph Kerkhoven (1934). Com a ascensão do nazismo, teve seus livros banidos na Alemanha e, apesar dos agravos financeiros e do exílio na Áustria, não deixou de cumprir com a sua vocação de escritor, granjeando a alcunha de "Dostoiévski do século xx".
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